Economia


Mil trabalhadores têm contratos suspensos na Volks de Resende

Suspensão será por cinco meses; neste período, operários receberão bolsa-auxílio e participarão de curso de capacitação do FAT

Sul Fluminense

A unidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus de Resende começou esta semana a suspender o contrato de mil trabalhadores por cinco meses. Mas eles – que são empregados diretos e das terceirizadas – participarão de cursos de qualificação financiados pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), recebendo uma bolsa-auxílio, que será complementada pela empresa até o valor do salário do empregado, limitado a R$ 1 mil.

As informações foram dadas pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Renato Soares, que afirmou que as demissões sairiam mais caro para a empresa. “O bom é que os trabalhadores não vão perder seus empregos. Além disso, quando passar a crise, a empresa terá trabalhadores mais qualificados”, disse o sindicalista.

Sindicato já recebe mais de 600 homologações da CSN

Desde meados de dezembro, o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense recebeu em torno de 600 homologações de demissões apenas da CSN. Mas os números podem ser maiores, chegando a mais de mil. Isso porque funcionários que ficam menos de um ano na empresa fazem a homologação na Delegacia Regional do Trabalho e o sindicato não tem controle. E mais: têm aqueles que já foram demitidos, mas ainda não fizeram a homologação.

As informações são do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Soares, que afirmou ainda que está buscando a diplomacia para negociar com a empresa. “Mas eles (companhia) não estão atendendo ninguém, nem mesmo políticos municipais”, disse.

Renato Soares, porém, vai esperar a intervenção do presidente Lula para mobilizar a categoria. O governador Sérgio Cabral e o seu vice, Luiz Fernando Pezão, entregaram uma carta do sindicato ao presidente da república na última quarta-feira, dia 4.

- A arma dos empresários é a demissão. E a dos trabalhadores é a greve. Temos que mobilizar toda a cidade para realizarmos uma paralisação – afirmou Renato Soares, que está participando das reuniões de prefeitos que discutem a crise econômica mundial.

Neto comprará 20 veículos da Peugeot

O prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, anunciou que o governo municipal vai comprar 20 veículos da fábrica da PSA Peugeot-Citröen, de Porto Real. Ele acredita que as prefeituras de toda região comprarão, ao todo, 100 veículos: “Isso não resolve a problema da crise, mas estamos dando exemplo a outros governos”, disse Neto. Os veículos serão utilizados pela Guarda Municipal de Volta Redonda.

Prefeitos encontram-se com direção da Volks e Peugeot

Prefeitos do Sul Fluminense participaram da última quarta-feira, dia 4, de uma reunião com a direção das montadoras Peugeot-Citröen, em Porto Real, e da Volkswagen Caminhões e Ônibus, em Resende. “Foi uma conversa informal. Agradecemos o empenho das montadoras para evitar as demissões e a abertura que eles têm para receber os prefeitos e os sindicatos”, disse o prefeito Neto (Volta Redonda).

Além dele, participaram também os prefeitos Luis Carlos Ypê (Itatiaia), José Rechuan (Resende), Jorge Serfiottis (Porto Real), José Renato (Barra Mansa) e representantes das prefeituras de Pinheiral, Quatis e Piraí.

MP multa Volks em R$ 2,2 milhões

O Ministério Público do Trabalho em Volta Redonda entrou com execução contra a Volkswagen de Resende por ter descumprido acordo judicial firmado em setembro do ano passado. A multinacional havia se comprometido a não mais contratar mão-de-obra ilicitamente para exercer atividade essencial à dinâmica da empresa por quaisquer empresas interpostas. Cerca de 440 trabalhadores foram encontrados em situação irregular. A multa é de R$ 2,2 milhões e deverá ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Recente fiscalização do trabalho comprovou que a empresa continua a intermediar mão-de-obra ilegalmente. A  Volkswagen mantém contrato com a empresa Racing Consultoria Técnica e Comercial Ltda EPP, que intermedeia trabalhadores para atividades essenciais à empresa. Antes da assinatura do acordo judicial, o contrato era mantido com a Associação para Valorizar e Promoção de Execpcionais (Avape).

“Os serviços prestados pela Racing consistem em atividades administrativas, sob subordinação e supervisão dos próprios empregados da Volkswagen, como bem esclarece o laudo de fiscalização do trabalho”, afirmou o procurador do Trabalho Carlos Eduardo Brisolla, responsável pela execução.

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